Advogado de Nahas pede acesso aos autos do inquérito

O advogado Sérgio Rosenthal, que defende Naji Nahas no caso Satiagraha, requereu ontem à Justiça Federal acesso aos autos do inquérito em que o investidor foi indiciado como suposto integrante de organização criminosa para evasão de divisas, fraude na administração de sociedade anônima, operação de instituição financeira sem autorização, falsidade ideológica e formação de quadrilha. ?Estou absolutamente convicto da ilegalidade da investigação?, declarou o advogado criminalista. ?A defesa não tem ciência do que contém o inquérito e o relatório final. Fica difícil saber o que a PF vislumbrou de crime.?

AE, Agencia Estado

06 Maio 2009 | 09h22

A PF indiciou 24 pessoas - além de Nahas foram enquadrados o ex-prefeito Celso Pitta, doleiros, empresários e funcionários do investidor que teriam vínculo com operações de interesse do grupo Opportunity. ?O sr. Nahas e os outros citados foram indiciados indiretamente, não apresentei nenhum cliente para ser indiciado?, anotou Rosenthal. O advogado sustenta que ?a origem da investigação é completamente ilícita?. Para ele, o resultado do inquérito da própria PF que incriminou o delegado Protógenes Queiroz, criador da Satiagraha, confirma o que diz. ?Tudo o que Protógenes fez é contra a lei.?

Rosenthal destaca que o engajamento de 84 agentes da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) na investigação da PF é ?uma prova de que (Protógenes) agiu à margem da lei?. O advogado ressaltou que no caso de Nahas ?não havia nenhuma justificativa para que fosse alvo de investigação?. Rosenthal disse que, quando foi solicitada autorização judicial para grampo telefônico de Nahas, a PF ?não apresentou absolutamente nenhum argumento?. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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