Alex Silva/Estadão
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Advogado de Marinho silencia sobre compra de residência

Defensor de conselheiro reitera apenas que são nulos documentos suíços usados pela Promotoria para acusar Marinho

Fausto Macedo, Agência Estado

28 de julho de 2014 | 08h40

O criminalista Celso Vilardi, que defende o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Robson Marinho, disse que não poderia comentar a informação sobre a compra da casa no Morumbi. Vilardi reiterou que "são nulos" os documentos enviados pela Suíça. Ele sustenta que os próprios tribunais suíços declararam a nulidade da investigação que deu origem aos indícios apresentados contra Marinho.

Há duas semanas, ao retornar às suas funções no TCE, das quais estava afastado, o conselheiro declarou que a conta a ele atribuída "não tem um tostão, um único dólar da Alstom".

A criminalista Dora Cavalcanti, que defende o empresário Sabino Indelicato, também sustenta que as provas usadas pelo Ministério Público foram declaradas nulas pela Suíça.

O criminalista Eduardo Carnelós, que defende o engenheiro Arthur Teixeira, disse que a menção a seu cliente na ação do Ministério Público "é absolutamente descabida".

"Inicialmente, aventou-se sem nenhum fundamento a hipótese de que tudo não passara de uma simulação para que o sr. Arthur transferisse a casa para Robson Marinho. Mostrando-se insustentável essa hipótese insistem agora em se fazer referência ao sr. Arthur, que vendera a casa três anos antes, sem nenhuma relação com Robson Marinho", afirma o advogado,referindo-se a uma etapa da investigação que levantava a hipótese de que Teixeira é quem teria vendido a casa diretamente ao conselheiro.

"É um absurdo. Essa constatação sobre a transferência (de US$ 1,15 milhão) mostra o ridículo da hipótese anteriormente levantada. Não tem cabimento, é desprovido de qualquer razoabilidade, puro ataque gratuito à honra de um homem honesto. A menção ao sr. Arthur é uma indignidade."

A Alstom afirma que está colaborando com as investigações no Brasil e que tem implementado, em toda a sua organização, regras estritas de conformidade e ética que devem ser aderidas por todos os funcionários. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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