Advogado de Maluf nega envolvimento em esquema de desvios

Ricardo Tosto foi preso na Operação Santa Teresa, que descobriu rede de prostituição e fraudes no BNDES

Adriana Chiarini, Agência Estado

24 de abril de 2008 | 20h00

O Escritório de Advocacia Leite, Tosto e Barros, do advogado e integrante do Conselho de Administração do BNDES, Ricardo Tosto, preso nesta quinta-feira, 24, pela Polícia Federal na Operação Santa Teresa, que apura desvio de recursos da instituição e outros crimes, enviou nota dizendo que o advogado não teve participação nas concessões de créditos investigadas. Veja Também:PF investiga prostituição e encontra fraude no BNDESEspecial: as ações da Polícia Federal no governo Lula PF prende 50 acusados de fraudes contra a Previdência no ES "As operações em que uma empresa e uma prefeitura teriam supostamente sido beneficiadas por empréstimos do BNDES aconteceram antes de o advogado Ricardo Tosto integrar o Conselho do banco, não tendo, nem remotamente, a sua participação", diz a nota. Segundo o escritório de advocacia, "não há o mais remoto fundamento nas imputações feitas" pela polícia. O escritório "repele vigorosamente a acusação produzida" contra Tosto, que considera "divulgada com espalhafato irresponsável pela Polícia Federal." A nota do escritório de Tosto observa também que os conselheiros do BNDES não têm qualquer função executiva na instituição e sim consultiva, com o objetivo de debater a política institucional do banco. "Revela-se verdadeira ofensa a essa instituição, supor que qualquer colaborador, de seu corpo altamente técnico, participasse de qualquer negócio escuso", diz a nota. De acordo com o escritório, Tosto não foi solicitado a prestar qualquer esclarecimento antes de ser preso. "A associação absurda com 'prostituição e tráfico internacional de mulheres' é uma aberração", diz também a nota, referindo-se às outras acusações que estão sendo investigadas. "Nenhuma alegação justifica esse lamentável episódio. Os responsáveis por essa violência inadmissível responderão por seus atos", diz ainda a nota. Veja a íntegra abaixo: "O Escritório de Advocacia Leite, Tosto e Barros repele vigorosamente a acusação produzida contra um de seus sócios, o advogado Ricardo Tosto, e divulgada com espalhafato irresponsável pela Polícia Federal nesta quinta-feira (24/4). Não há o mais remoto fundamento nas imputações feitas. Não se justifica essa investida truculenta contra um cidadão conhecido, com endereço fixo e sem qualquer antecedente criminal, jamais solicitado a prestar qualquer esclarecimento sobre dúvidas que pairassem a respeito de sua autuação nesta investigação. As atitudes policiais e judiciais não encontram sustentação num estado democrático de direito. As operações em que uma empresa e uma prefeitura teriam supostamente sido beneficiadas por empréstimos do BNDES aconteceram antes de o advogado Ricardo Tosto integrar o Conselho do banco, não tendo, nem remotamente, a sua participação. A bem da verdade, o advogado Ricardo Tosto nem conhece os beneficiários destas operações. A associação absurda com "prostituição e tráfico internacional de mulheres" é uma aberração. É de se esclarecer ainda que conselheiros do BNDES não têm qualquer função executiva na instituição. Seu papel é consultivo. Sua função é a de debater a política institucional da agência de financiamentos. Revela-se verdadeira ofensa a essa instituição, supor que qualquer colaborador, de seu corpo altamente técnico, participasse de qualquer negócio escuso. Nenhuma alegação justifica esse lamentável episódio. Os responsáveis por essa violência inadmissível responderão por seus atos. Leite, Tosto e Barros Advogados."

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