Advogado de ex-diretor da Petrobrás afirma desconhecer contas do cliente no exterior

Nélio Machado diz que vai recorrer da nova prisão de Paulo Roberto Costa; detido no Rio, ele será levado na quinta-feira para Curitiba

Clarissa Thomé,

11 Junho 2014 | 18h26

RIO - O advogado Nélio Machado, defensor do ex-diretor da Petrobrás Paulo Roberto Costa, disse nesta quarta-feira, 11, desconhecer informações sobre contas bancárias de seu cliente na Suíça, bloqueadas hoje por ordem da Justiça daquele país, num total de US$ 23 milhões. "Não tenho essa notícia. A prisão é resultado de informação que teria chegado ao conhecimento do juiz e que precisa ser provada. Isso deve ser apurado", afirmou.

Machado disse que os passaportes de seu cliente já foram entregues à Polícia Federal e, com isso, não haveria o risco de fuga ao exterior apontado como justificativa para a nova prisão de Costa, ocorrida na tarde de hoje. O advogado afirmou que vai recorrer da nova ordem de prisão. O ex-diretor foi levado pelos federais à Superintendência da PF no Rio e já passou por exame de corpo de delito. Ele vai ficar a noite na carceragem da PF e será transferido para Curitiba nesta quinta-feira, 12.

A defesa vai pedir que o cliente aguarde o julgamento em liberdade. "Essa prisão é uma precipitação, uma medida quase de justiçamento em detrimento das regras inerentes ao processo legal", afirmou Machado. O advogado questionou a decisão do Supremo Tribunal Federal, nesta terça-feira, de devolver o processo à Justiça Federal do Paraná sem que a defesa de Paulo Roberto Costa pudesse se manifestar no julgamento sobre a competência do caso, como já havia solicitado.

Segundo Machado, a segunda turma do STF, responsável pela decisão, se reuniu no momento em que Paulo Roberto Costa prestava depoimento à CPI do Senado, acompanhado de seus advogados. Dessa forma, a defesa não estava presente na sessão do Supremo. "Insisto que a competência da Justiça Federal do Paraná é altamente questionável. Até pouco tempo atrás a decisão sobre a competência era decidida pelo pleno, garantindo à defesa a possibilidade de se manifestar", completou Machado.

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