Advogado de Cunha diz que seu cliente está sofrendo um 'linchamento'

'O que vemos aqui nesta Casa é uma guilhotina posta hoje em cima da mesa, com nome e sobrenome. Chama-se precedente de linchamento', disse Marcelo Nobre em seu discurso no plenário

Isadora Perón e Ricardo Brito, O Estado de S. Paulo

12 de setembro de 2016 | 21h30

BRASÍLIA  - O advogado Marcelo Nobre defendeu que não há nenhuma prova de que o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ) possui contas no exterior e que há um processo de "linchamento" contra o peemedebista.

"O que vemos aqui nesta Casa é uma guilhotina posta hoje em cima da mesa, com nome e sobrenome. Chama-se precedente de linchamento", disse.

Nobre afirmou que os deputados estão se antecipando ao condenar Cunha, já que a investigação sobre se o peemedebista possuiu ou não contas na Suíça ainda não foi concluída pelo Supremo Tribunal Federal.

Em junho, os ministros do STF decidiram tornar Cunha réu ao analisar a denúncia oferecida pela Procuradoria-Geral da República de que o peemedebista alimentou as contas no exterior com dinheiro de propina recebida pela compra de um campo de petróleo em Benin, na África. O caso ainda tramita no STF.

Ao se manifestar antes de Nobre, o relator do processo de cassação no Conselho de Ética, Marcos Rogério (DEM-GO), afirmou que ficou comprovado que Cunha era o dono do dinheiro depositado nas contas da Suíça.

O advogado do peemedebista rebateu essa afirmação, e disse que o relatório de 90 páginas de Rogério não traz o número nem o nome do banco onde Cunha teria conta. "Se o relator disse que a conta existe, cadê ela? Cadê o número?", questionou. (Isadora Perón e Ricardo Brito)

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