Advogado de Costa renuncia ao caso e se cala a respeito

Alegando 'motivos de foro íntimo', Cássio Quirino Norberto deixou a defesa do ex-diretor na sexta-feira, mesmo dia em que imprensa divulgou detalhes do acordo de delação premiada

Fausto Macedo, O Estado de S. Paulo

09 de setembro de 2014 | 22h04

O advogado Cássio Quirino Norberto, que integrava o núcleo de defesa de Paulo Roberto Costa, renunciou à causa. Alegando “motivos de foro íntimo”, Norberto deixou a defesa do ex-diretor de Abastecimento da Petrobrás nos autos da Operação Lava Jato na sexta-feira passada, 5 - mesmo dia em que a imprensa divulgou detalhes do acordo de delação premiada de Costa, no qual o ex-diretor apontou nomes de pelo menos 32 deputados e senadores, de um governador e de cinco partidos políticos, entre os quais o PT, o PMDB e o PP, que teriam sido contemplados com propinas de empreiteiras contratadas pela estatal petrolífera.

“Passei a noite (de quinta-feira para sexta) pensando muito, mas prefiro não falar nada agora (sobre os motivos da renúncia)”, disse Norberto, no dia em que renunciou. “No momento oportuno vou me manifestar.”

Norberto atuava nos autos da Lava Jato, representando o ex-executivo da Petrobrás, desde o início da investigação deflagrada pela Polícia Federal (PF). Pelo fato de declarar residência fixa em Curitiba, os primeiros advogados de Costa substabeleceram procuração para que Norberto pudesse acompanhar pessoalmente todos os atos processuais relativos às ações penais abertas contra o ex-diretor da estatal, inclusive os depoimentos. 

Em agosto, Costa decidiu fazer delação premiada e contratou a criminalista Beatriz Catta Preta, com ampla experiência nesse tipo de procedimento. Norberto continuou trabalhando no caso ainda por alguns dias.

Tudo o que sabemos sobre:
PetrobrásPaulo Roberto Costa

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.