Advogado de Chicaroni pede quebra de sigilo de Protógenes

Ele disse que Chicaroni e Protógenes eram amigos e que o suposto suborno teria sido iniciativa de federais

Carolina Ruhman, da Agência Estado,

14 de agosto de 2008 | 11h30

Ao chegar na manhã desta quinta-feira, 14, à Justiça Federal, o advogado de Hugo Chicaroni, Alberto Carlos Dias, informou que pediu à Justiça a quebra do sigilo telefônico de seu cliente e do delegado Protógenes Queiroz. Ele alega que os dois eram amigos há sete anos e que o suposto suborno, registrado em vídeo e anexado ao processo, teria sido uma iniciativa dos delegados federais - Protógenes e Vitor Hugo Rodrigues Ferreira.   Veja também: Dantas vai a audiência e acusa Protógenes de criar dificuldades Entenda como funcionava o esquema criminoso  As prisões de Daniel Dantas   De acordo com Dias, Protógenes e Ferreira teriam telefonado para Chicaroni e "ali já se travou a suposta tratativa (de suborno), com relação a dinheiro, inclusive". Segundo o advogado, a "ação foi preparada" e a ligação já estava sendo monitorada.   Em audiência nesta quinta, o juiz da 6ª Vara Criminal da Justiça Federal de São Paulo, Fausto Martin de Sanctis, toma os depoimentos das três testemunhas de acusação do Ministério Público em processo que resultou da Operação Satiagraha, da Polícia Federal, que desmontou suposto esquema de desvio de recursos públicos, evasão de divisas, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. São eles Protógenes, Ferreira e o escrivão Amadeu Ranieri.   O processo é movido contra o sócio fundador do Banco Opportunity, Daniel Dantas, Humberto Braz e Hugo Chicaroni. Antes dos depoimentos das testemunhas de acusação, em audiência que começou por volta das 10h20, o juiz permitiu aos três réus no caso que se pronunciassem.   Questionado sobre a razão de não ter revelado nos depoimentos à Polícia Federal que o suposto suborno teria sido provocado pelos delegados da PF, o delegado de Chicaroni disse que seu cliente "procurou zelar o amigo (Protógenes) até então".   Quanto ao dinheiro encontrado na casa de Chicaroni, o advogado afirmou que seu cliente "armazenou o dinheiro, mas a destinação não era para nenhum ato corruptivo". Segundo Dias, Chicaroni apenas guardou o dinheiro, mas "não sabia no que seria usado."

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