Celso Junior/AE
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Advogado de Arruda confia na aprovação de habeas pelo STF

Segundo Nélio Machado, local onde o governador licenciado está preso é igual a uma masmorra

Vannildo Mendes, de O Estado de S.Paulo,

04 de março de 2010 | 16h00

O advogado Nélio Machado, que trabalha na defesa do governador licenciado do Distrito Federal, José Roberto Arruda, manifestou confiança de que o Supremo Tribunal Federal concederá habeas corpus para que Arruda responda o processo em liberdade, com o compromisso de não retornar ao cargo até o final do inquérito sobre a Operação Caixa de Pandora. "Não entro em campo derrotado. Confio que o Supremo concederá o habeas corpus. O Supremo não desertará da sua tradição de sentinela das liberdades e de órgão garantidor máximo da República e do Estado de direito", afirmou.

 

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O advogado disse que só vai avaliar um eventual pedido de prisão domiciliar ou de transferência do governador para um hospital, depois do julgamento desta quinta-feira, 4, que ainda não começou. "Quando eu peço o menor, eu enfraqueço o maior", disse o advogado, reforçando que o objetivo da defesa é a libertação imediata.

 

Nélio disse que o governador passa por um momento psicológico extremamente delicado e que o afastamento dele do governo se deve mais pela situação psicológica do que um eventual risco de atrapalhar ou obstruir o inquérito. "O governador quer ver restabelecidas todas as suas prerrogativas e sua posição de homem de bem que o é. Mas só assumirá efetivamente o cargo depois de concluído o inquérito".

 

O advogado criticou duramente decisão do STJ de ter determinado prisão do governador em 11 de fevereiro, sem respeitar principio amplo do direito de defesa.

 

Nélio Machado disse que a saúde do governador é frágil. Ele está tomando medicamento e que o próprio medico da Polícia Federal recomendou que Arruda beba água de coco, diariamente, para estabilizar a pressão alta. Segundo o advogado, Arruda tem crises depressivas com altos e baixos, e que sofre porque considera uma injustiça essa situação que está vivendo. Nélio comparou o local onde Arruda está preso a uma masmorra. Segundo ele, é um cubículo, sem privacidade, sem direito a visitas, tendo que pedir licença para ir ao banheiro. "É preferível prisão domiciliar ou hospitalar a uma masmorra", disse.

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