GERALDO BUBNIAK/AGB - 19.11.2014
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Advogado contrário a delação avalia se defenderá operador do PMDB

Nélio Machado, que defendeu Paulo Roberto Costa antes dele decidir colaborar com a Justiça, pode assumir a defesa de Fernando Baiano

Fernanda Nunes, O Estado de S. Paulo

15 de janeiro de 2015 | 15h58

Rio - O advogado Nélio Machado, contrário aos acordos de delação premiada, está avaliando se irá defender Fernando Soares, conhecido como Fernando Baiano, investigado na Operação Lava Jato, da Polícia Federal, por participar de um suposto esquema de corrupção na Petrobrás como operador do PMDB.

"Deixei de defender outro caso semelhante por causa da delação premiada", disse Machado. Ele chegou a defender Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento da Petrobrás, e um dos principais delatores na Lava Jato.Além dele, Alberto Youssef, figura central no esquema, e dois executivos da Toyo Setal também colaboraram com a Justiça.


O advogado falou ao Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado, que não defende pessoas que tenham firmado acordo de delação premiada e que, se for o caso de defender Baiano, certamente o acusado não firmará acordo de delação com a PF. O advogado pretende decidir nesta quinta, até o fim do dia, se aceitará o caso. 

Baiano, preso desde novembro em Curitiba, é apontado como operador do PMDB na petroleira. O Ministério Público Federal (MPF) abriu denúncia contra ele, na qual o identifica como lobista e agente em um esquema de recebimento de propina de fornecedores em licitações para a contratação de navios-sondas, utilizados na exploração e produção de petróleo e gás natural.

Segundo a PF, Fernando Baiano foi o operador da Diretoria de Internacional “enquanto foi de titularidade de Nestor Cerveró.” De acordo com o relatório, a forma de operação de Baiano seria a mesma adotada pelo doleiro Alberto Youssef e pelo ex-diretor Paulo Roberto Costa, em nome do PP, na Diretoria de Abastecimento. Pelo esquema, eles arrecadavam de 1% a 3% dos contratos.

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