Advertência do Ministério Público foi ignorada

Antes de ir à Justiça em busca de tutela antecipada para tirar do governo os parentes de Roberto Requião e de sua equipe, o Ministério Público emitiu recomendação administrativa - instrumento preventivo de correção de conduta - endereçada ao governador, ao vice e aos secretários de Estado citados na demanda. A promotoria deu prazo de 60 dias para que Requião cedesse. A advertência foi ignorada.O governador manteve seus parentes na administração e partiu para ofensiva contra o Ministério Público. Pela TV Educativa, acusou a instituição de manter em seus quadros promotores e procuradores com supersalários. E desafiou os que considera seus perseguidores: "Existe na República um principado. E esse principado não está seguindo as regras do Estado de Direito."A desforra de Requião o levou ao banco dos réus - acusado de usar a TV pública para atacar opositores e desafetos - e abriu uma crise que culminou com a saída da procuradora-geral do Estado, Jozélia Nogueira Broliani. No início da semana, ela pediu demissão alegando ter sido destratada pelo governador.

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