Adversários não são inimigos, afirma Serra

'Quanto mais mentiras disserem a nosso respeito, mais verdades diremos a respeito deles', diz candidato do PSDB durante a convenção do PTB

Fausto Macedo, de O Estado de S.Paulo

19 de junho de 2010 | 13h32

SÃO PAULO - O candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, foi contundente neste sábado, 19, no encerramento da convenção nacional do PTB, em São Paulo, ao definir o estilo de seus adversários.

 

"Às vezes tem gente que pensa que você se comporta como eles se comportariam em determinadas circunstâncias. Às vezes se acusam de coisas que você nunca fez, não porque eles tenham provas. Porque eles pensariam: 'não, se eu estivesse no lugar dele, estaria fazendo isso, estaria passando a mão aqui, estaria fazendo aquilo, estaria perseguindo aqueles que estiveram no governo'. Nós não. Nós não tratamos adversários como inimigos, nós tratamos como competidores. Não encaramos como inimigos que têm de ser destruídos".

 

Segundo Serra, "quando eles querem nos destruir, nós nos defendemos". Ao apontar para o caso do suposto dossiê que integrantes da equipe de sua oponente, a candidata do PT à Presidência Dilma Rousseff, teria preparado contra ele, Serra foi enfático: "Eu já disse. Quanto mais mentiras disserem a nosso respeito, mais verdades nós diremos a respeito deles".

 

Em seu discurso, o tucano destacou ainda que "não é de fazer picuinhas, de fazer pinimbas, de brincar com o interesse público". Ao apontar críticas aos seus opositores na corrida presidencial, cutucando, afirmou: "Ninguém destrói coisas feitas, que podem ser melhoradas. Se não estão funcionando bem, podem ser melhoradas. A gente toca para a frente, a gente revoga as besteiras feitas, as coisas erradas. O que está feito, mesmo que não esteja muito bem feito, a gente conserta, aperfeiçoa, não muda de nome e toca para frente".

 

Serra citou um episódio da campanha à Prefeitura de São Paulo, em 2004, em que ele venceu a candidata do PT Marta Suplicy, que buscava a reeleição. Contou que sua opositora, na ocasião, havia criado o bilhete único e que, durante toda a campanha, os petistas sustentavam que Serra iria acabar com esse sistema. "Eu ganhei a eleição. O que nós fizemos? Cheguei ao governo, criamos o bilhete único para ônibus, metrô e trens urbanos."

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