ADOLPHO QUEIROZ

PÓS-DOUTOR EM COMUNICAÇÃO PELA UFF E PROFESSOR DO MACKENZIE

O Estado de S. Paulo

13 Abril 2015 | 23h12

Erraram taticamente os organizadores da nova passeata contra o governo ao promoverem a ação do domingo. Tivessem ficado com as imagens anteriores e o impacto de março continuaria a incomodar o Planalto como um fantasma à solta, capaz de tirar o sono dos mandatários.

Com sabedoria, após o impacto da primeira marcha, o governo exportou a presidente para o Panamá e calou seus interlocutores para nada comentarem sobre o que houve em 25 capitais brasileiras e dezenas de cidades do interior do País. A sociedade mostrou-se insatisfeita com o surgimento de novas notícias sobre a corrupção na esfera pública – antes era a Petrobrás, agora já entra em cena a Caixa e espera-se, o BNDES.

Com dois terços do eleitorado contra (um terço votou na oposição e outro deixou de votar), o governo está enfraquecido. Perplexo, o PT colhe o que plantou em 30 anos de um discurso pela ética que, após transformar-se em governo, viu o seu capital simbólico ser consumido pelo noticiário policial do País.

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