Adolescente xavante morre após sofrer violência sexual

Em Brasília, Funasa encaminhou pedido à Polícia Federal para que investigue a denúncia

Agência Brasil

26 de junho de 2008 | 19h13

Uma indía xavante, de 16 anos, morreu na quarta-feira no Hospital Universitário de Brasília (HUB) após ter sido vítima de violência sexual, segundo a Fundação Nacional de Saúde (Funasa). De acordo com a médica do HUB Elza Noronha, entrevistada pelo programa Revista Brasil, da Rádio Nacional, a adolescente xavante sofreu empalamento, ou seja, teve o órgão genital perfurado por um objeto pontiagudo. Em nota, a Funasa informou que o laudo com a causa mortis ainda não foi divulgado, mas que a direção do hospital confirmou os indícios de violência sexual. O corpo foi levado ao Instituto Médico Legal no fim da manhã desta quinta-feira, 26. A xavante foi internada no HUB às 8 horas de quarta-feira apresentando dor abdominal, segundo a Funasa. A adolescente foi avaliada por uma equipe da pediatria do hospital e, em seguida, levada para o centro cirúrgico e faleceu após a segunda parada cardiorrespiratória. A adolescente vivia, desde o dia 28 de maio, na Casa de Apoio à Saúde Indígena (Casi) do Distrito Federal, que fica próxima ao Gama, a cerca de 40 quilômetros de Brasília. A garota tinha lesão neurológica e, de acordo com a Funasa, não falava e se locomovia apenas por meio de uma cadeira de rodas.  A xavante era da aldeia São Pedro, no município de Campinápolis (MT), e estava em Brasília porque fazia tratamento no Hospital Sarah Kubitschek. De acordo com o órgão, a Casi mantém serviço de vigilância 24 horas. No dia em que a indígena passou mal, 56 pessoas estavam no local, entre pacientes e acompanhantes. A Funasa encaminhou pedido à Polícia Federal para que investigue a denúncia.

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