Adoção: governo cadastra grupos estrangeiros

O Ministério da Justiça começou a cadastrar as mais de 50 associações internacionais que intermediam adoções no País. A partir deste mês, só poderão ajudar a levar crianças para outros países as organizações com cadastros junto à Autoridade Central Administrativa Federal, órgão ligado à Secretaria Nacional dos Direitos Humanos. Por ano, cerca de 500 brasileiros são adotados no exterior e não havia controle sobre o trabalho das associações que atuam no País.Já estão autorizadas a instalar-se no Brasil a Associazione Italiana Pro Adozioni (AIPA), da Itália, a Netherlands Intercountry Child Welfare, da Holanda, a Medicine du Monde, da França, e a Bradopta, da Espanha. Mas elas só poderão iniciar a intermediação de adoções quando apresentarem dados para credenciamentos. Outras 11 associações já pediram autorização para atuar no Brasil.Os técnicos do governo que atuam na área de adoção acreditam que as novas regras deverão diminuir os riscos para crianças adotadas no exterior, já que há inclusive registros de abuso sexual contra os menores. O governo também espera que não sejam registrados novos casos de "devolução" de crianças adotadas. Os Estados Unidos, que já deportaram brasileiros adotados naquele país, terão agora de instituir a adoção plena. A Itália tinha uma espécie de pré-adoção, com o retorno da criança ao Brasil. Outro objetivo da mudança é acabar de vez com adoção internacional que envolveria pagamento em dinheiro, com a participação de escritórios de advocacia. Todos as informações sobre crianças adotadas, as famílias no exterior e a associação envolvida ficarão registradas em um banco de dados do governo federal.

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