Informação para você ler, ouvir, assistir, dialogar e compartilhar!
Estadão Digital
Apenas R$99,90/ano
APENAS R$99,90/ANO APROVEITE

Administrar o tempo é o novo desafio da mulher

O dilema feminino deixou de ser a escolha entre dedicação à carreira ou à família, mas como se organizar para dar conta, e bem, das duas funções. Esse é o resultado de uma pesquisa realizada pela SEC Secretary Search & Training, especializada no recrutamento de profissionais de secretariado, com 270 executivas e secretárias de todo o País. Realizada via Internet, durante o mês de fevereiro, a pesquisa mostrou que 71% das entrevistadas tentariam organizar melhor o seu tempo se a vida pessoal interferisse e causasse prejuízos à sua ascensão profissional; 19% se preocupariam somente com a carreira; e apenas 1% jogariam tudo para o alto e apostariam na família, casamento e filhos. Nove por cento não saberiam o que fazer ou teriam outras soluções.Além disso, a pesquisa mostrou que 59% acreditam conseguir administrar quase sempre as jornadas de trabalho na empresa e em casa, enquanto 35% afirmam conseguir sempre e somente 2,5% admitem não conseguir. A maior parte das entrevistadas, 67%, diz perceber sempre o apoio de sua família (marido, filhos, pais) estimulando novas conquistas profissionais.A última pergunta, coloca na prática a opção: Entre ir à apresentação de final de ano do filho na escola e comparecer a uma reunião importante na empresa, 71% respondeu que iria à reunião, 23% iria à apresentação e 6% não respondeu. "Não há como recuar diante das imposições que o mercado de trabalho apresenta e das exigências que a própria carreira tem estabelecido à mulher executiva nestas últimas décadas. Os resultados apresentados pela nossa enquete demonstram que as mulheres chegaram num ponto em que precisam mudar rotinas e adaptar àqueles que convivem ao seu lado se não quiserem abrir mão de suas conquistas", diz a headhunter Stefi Maerker, coordenadora da pesquisa.Mudança na estrutura familiarEssa decisão, na opinião de Stefi, não é sempre voluntária ou sem culpa. A mulher sabe que se optar pela apresentação do filho, pode não poder pagar a escola no mês seguinte. "Minha experiência mostra que 90% dessas mulheres sabem que essa é a nova realidade, mas continuam presas ao padrão de mulher dedicada somente à família e à preservação da espécie. Mas já temos uma parcela que encara com naturalidade a mudança na estrutura familiar. Se a mãe não pode comparecer à apresentação do filho, talvez o pai ou a avó possa ir. Ela poderá combinar com a criança uma comemoração no fim de semana", opina a diretora da SEC.Para Stefi, nessa nova estrutura, a mãe não pode ser a única responsável pelas tarefas familiares. "Sem a divisão de responsabilidades, a mulher não consegue trabalhar. Além disso, há uma clara necessidade de administrar melhor o tempo para que não coloque em jogo suas aspirações de crescimento profissional. Para isso, precisa partir para a ação e, principalmente, mudar a postura", admite.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.