Administração de Richa é alvo de adversários em Curitiba

Líder disparado nas pesquisas eleitorais, o candidato à reeleição para a prefeitura de Curitiba, Beto Richa (PSDB), foi o alvo principal dos concorrentes no debate promovido nesta noite pela Rede Bandeirantes de Televisão. Teve de defender sua administração, mas não foi o único a jogar na defensiva. A candidata do PT, Gleisi Hoffmann, citou o governo federal como um dos que mais ajudam Curitiba. Já o candidato do PMDB, Carlos Augusto Moreira Júnior, usou alguns de seus minutos para defender atitudes do governador Roberto Requião. Apesar das animosidades, não houve nenhuma necessidade de pedido de direito de resposta.Como em todos os debates pré-eleitorais, não faltaram promessas dos oito candidatos - além dos já citados compareceram Fábio Camargo (PTB), Ricardo Gomyde (PCdoB), Bruno Meirinho (PSOL), Maurício Furtado (PV) e Lauro Rodrigues (PTdoB). Mas a discussão sobre os gastos com propaganda e publicidade da atual gestão chamou mais a atenção. No primeiro questionamento, Moreira disse que o orçamento de Richa prevê R$ 30 milhões para propaganda e apenas R$ 250 mil para atendimento a deficientes físicos.Na resposta, Richa afirmou que o concorrente não sabia distinguir publicidade, para a qual estavam destinados R$ 24 milhões, e propaganda institucional, que receberia só um terço dos valores. O tema foi retomado posteriormente por Hoffmann. "A atual administração gastou R$ 11 milhões com creches comunitárias e R$ 23 milhões em publicidade e propaganda", afirmou. Ficou no ar a impressão de que essa questão será bastante explorada durante a campanha.Um dos assuntos mais citados foi o transporte coletivo, com vários candidatos defendendo, principalmente, a construção de metrô. Em relação à saúde, uma quase unanimidade foi a necessidade de integração maior entre as várias unidades para redução das filas, além de mais investimentos para contratação de médicos. Outros temas como segurança pública, educação e até inflação foram mencionados.Roberto JeffersonO candidato do PTB teve o apoio no local do presidente nacional do partido, Roberto Jefferson, enquanto a pretendente do PT, que aparece em segundo lugar nas pesquisas, foi acompanhada do marido, o ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Paulo Bernardo, que tirou férias de dez dias para reforçar a campanha. "Marido nessa hora não fala nada, tenho só que ficar olhando e torcendo", disse. Ele não descartou a possibilidade de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vir a Curitiba para também transmitir seu apoio. "Ele é maior de 18 anos, tem título de eleitor e seria muito bem-vindo, mas tem mais 5 mil e poucos municípios que pensam assim", salientou.

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