Adiamento de relatório não tem a ver com crise no PT, diz Greenhalgh

O adiamento da apresentação do relatório da reforma da previdência de hoje para a próxima terça-feira não tem nenhuma relação com a crise na bancada do PT sobre a votação da taxação dos inativos. A afirmação é do presidente da Comissão de Constituição e Justiça, Luiz Eduardo Grenhalgh (PT-SP) e do relator da emenda, Maurício Rands (PT-SE). Grenhalgh admitiu que a medida poderá "relaxar" a discussão da reforma da previdência na comissão. "Qualquer providência que colabore para distensionar tem o meu apoio. Mas as decisões tomadas na CCJ são independentes do que acontece na bancada do PT", disse Grenhalgh. Ele argumentou que é preciso evitar a radicalização da discussão na CCJ para não impedir que os parlamentares da comissão participem do debate. Segundo Greenhalgh, quando os radicais pressionam pela rejeição da reforma na comissão, há uma radicalização também na defesa da proposta com os governistas, querendo aprová-las de qualquer maneira. "Isso impede que os outros que não estão radicalizando possam discutir e dar sua colaboração", disse. O relator, Maurício Rands, afirmou que seu relatório está pronto, mas concorda com a leitura separada para garantir melhores condições de discussão da proposta do governo para a reforma da previdência.Greenhalgh pediu também a Rands que levasse em consideração que dois expositores que participaram, esta semana, de audiência pública sobre Previdência na Comissão, fizeram restrições à proposta de subteto salarial nos Estados, contida no texto do governo. Na audiência, o presidente da OAB, Rubens Approbato Machado, e o professor de Direito Luiz Roberto Barroso, do Rio de Janeiro, fizeram restrições à idéia de estabelecer o subteto salarial dos Estados com base nos salários dos governadores. Rands disse, por sua vez, que continuará examinando a questão, embora seu relatório já esteja pronto.

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