Adiados depoimentos de suspeitos na Operação Santa Tereza

Advogados de defesa pediram adiamento alegando que novas provas foram anexadas sem aviso prévio

Agência Brasil

21 de maio de 2008 | 19h03

Os interrogatórios dos acusados de participação no esquema de fraudes em empréstimos do Banco Nacional de Desenvolvimento Social e Econômico ( BNDES) e de tráfico de pessoas e prostituição, marcados para esta quarta-feira, 21,  e sexta-feira na 2ª Vara Federal Criminal, em São Paulo, foram adiados para a próxima semana. A informação foi confirmada pela procuradora da República Adriana Scordamaglia.   Veja também:  Especial: Entenda a Operação Santa Tereza   ONG da mulher de Paulinho recebeu R$ 1 mi do BNDES  Vice da Força é dirigente de entidade que recebeu R$ 82 mil  Acusado doou R$ 37 mil de origem incerta a ONG da mulher de Paulinho  Corregedor quer processo de cassação para Paulinho  Paulinho diz estar 'apanhando' no caso BNDES e abrirá sigilos   Nesta quarta, deveriam ter sido ouvidos os irmãos Washington Domingos Napolitano e Edson Luis Napolitano, acusados de gerenciar a casa de prostituição W.E., onde o dinheiro obtido nos empréstimos no BNDES seria lavado, segundo informações da Polícia Federal.   Os dois permaneceram na 2ª Vara por cerca de duas horas, mas não prestaram depoimento. Os advogados de defesa dos irmãos e de outros réus solicitaram o adiamento dos interrogatórios, alegando que novas provas teriam sido anexadas aos autos, sem que tivessem sido informados antecipadamente.   Anderson Real, advogado dos irmãos Napolitano, disse que as novas provas, juntadas hoje ao processo, seriam CDs com conversas gravadas entre os réus.   "Na verdade, não tem novas provas. As provas só ratificam os fatos que estão narrados na denúncia. Mas para evitar qualquer tipo de alegação da defesa, o juiz remarcou as audiências para segunda (26) e sexta-feira (30) que vem", disse a procuradora Adriana Scordamaglia.   Guilherme Batocchio, advogado de Ricardo Tosto, disse que o pedido de adiamento dos interrogatórios era porque "não haviam sido juntadas aos autos todas as provas que pudessem permitir o exercício da ampla defesa".   Batocchio não explicou que provas seriam essas, mas disse que os advogados tiveram conhecimento da existência dessas novas provas, "porque existem referências sobre essas provas nos autos".   O advogado também negou que tenha sido uma estratégia da defesa para ganhar mais tempo. "Não se trata de estratégia. Trata-se de cumprimento e observância da Constituição Federal", afirmou. Segundo Batocchio, Tosto deve prestar depoimento na sexta-feira (30).

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