Adiada votação do relatório contra Roberto Brant

O presidente do Conselho de Ética , deputado Ricardo Izar (PTB-SP) adiou para amanhã o fim da votação do relatório que pede a cassação do deputado Roberto Brant (PFL-MG). O motivo foi o início da sessão deliberativa da Câmara. Seis deputados votaram a favor da cassação do mandato do deputado e cinco contra.Izar disse que foi orientado pela Mesa Diretora da Câmara a não prosseguir a sessão, porque o plenário da Casa já havia iniciado a ordem do dia. O próprio Brant, no entanto, concordou com o prosseguimento da sessão, mas Izar optou pelo adiamento. "Qualquer pessoa poderia pedir a nulidade da decisão se ela fosse votada com a ordem do dia em andamento no plenário", explicou o presidente do Conselho. Brant é acusado de receber, em 2004, R$ 102,8 mil da empresa SMBP, de Marcos Valério de Souza. O deputado alega que o dinheiro é uma doação feita pela empresa mineira Usiminas para campanha eleitoral, quando ele era candidato a prefeito de Belo Horizonte.Hoje o PFL saiu em defesa de Brant. O deputado Moroni Torgan (PFL-CE) anunciou que apresentará voto em separado contra a cassação do deputado. Para Moroni, Brant não quebrou o decoro parlamentar. "Não houve sonegação fiscal, e tanto a origem quanto o destino do dinheiro são lícitos", afirmou. Em seguida, o líder do PFL, Rodrigo Maia (RJ), confirmou que a posição de Torgan deve-se à orientação do partido.

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