Adiada definição de empresa que avaliará ativos de SP

As empresas que farão a avaliação do ativo mobiliário do Estado de São Paulo só deverão ser conhecidas na semana que vem, informou o secretário de Fazenda do Estado, Mauro Ricardo Costa. O adiamento foi motivado pela apresentação de recursos na audiência pública realizada hoje. Com a apresentação de recursos, foi dado prazo de cinco dias para as argumentações e a partir daí, a secretaria julgará os recursos e publicará a data da abertura das propostas de preços, o que deverá ocorrer na próxima semana. Mauro Ricardo disse que esta é a primeira vez que se faz uma avaliação desse gênero no Estado, mas que essa medida é usual no setor privado. "É um dever do Estado contabilizar adequadamente o valor de seus ativos," ponderou. Serão contratadas empresas para duas etapas: Grupo A - avaliação - e Grupo B - avaliação e definição da modelagem. Entre as empresas que participam do processo de licitação estão o Banco Fator, JP Morgan, Citi, Morgan Stanley e Ernest Young. O secretário ressaltou também que a medida vai permitir também ao Estado contratar novas operações de crédito. "Com a atualização da situação patrimonial do Estado, vamos mostrar um Estado mais saudável, pois para contratar (crédito) é preciso mostrar situação patrimonial estável e consolidada." Ele disse que a avaliação também será importante para dar ao Estado condições de fazer, no futuro, algum tipo de operação com essas ações, como por exemplo, vender parte do controle acionário, desmembrar uma empresa em duas e criar uma grande empresa de transportes sobre trilhos, com a junção do Metrô com a CPTM. Protestos Questionado sobre os protestos do PT, da Central Única dos Trabalhadores (CUT) de São Paulo e dos funcionários das estatais contra a avaliação, Mauro Ricardo afirmou: "Tolice (dizer que o governo paulista vai privatizar suas companhias), o que queremos é dar maior transparência às contas públicas e atualizar o valor patrimonial do Estado."

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