Adeus a Rolim teve vôo rasante e chuva de pétalas

Uma chuva de pétalas de rosas - lançadas de um helicóptero -, vôos rasantes de Airbus e aplausos foram a maneira encontrada pelos parentes, amigos e funcionários para prestar as últimas homenagens ao comandante Rolim Adolfo Amaro. O corpo do presidente da TAM foi enterrado às 15h30, no Cemitério de Congonhas, na zona sul de São Paulo. Rolim morreu domingo, na queda do helicóptero Robson R-44, no município de Pedro Juan Caballero, no Paraguai. Ele estava acompanhado pela funcionária da empresa, Patrícia dos Santos Silva, que também morreu no acidente.Milhares de pessoas, entre elas políticos, empresários e artistas, foram ao cemitério e ao velório, no Pavilhão Oficial do Aeroporto de Congonhas, se despedir do comandante, que à frente da TAM, se transformou em um dos maiores nomes da aviação brasileira. "Ele foi um dos últimos homens da aviação brasileira como eram no passado. Depois dele, começaram as gestões profissionalizadas, com as decisões tomadas todas em equipe", comentou o presidente da Varig, Ozires Silva, amigo pessoal e concorrente nos negócios.O caixão, que permaneceu fechado, foi coberto pelas bandeiras do Brasil, da TAM, do São Paulo Futebol Clube e da escola de samba carioca Salgueiro, que homenageará o empresário no próximo carnaval. A missa de corpo presente foi celebrada pelo bispo da Paróquia de Santo Amaro, dom Fernando. A mãe do comandante, dona Etelvina, os filhos Maria Cláudia, Maurício e Marcos e a esposa, Noemi, permaneceram juntos do início da manhã até o momento do enterro.SucessãoSegundo executivos da empresa, a preparação de um sucessor não estava entre os planos de Rolim Amaro, mas o sistema de gestão adotado - com seis vice-presidentes em áreas estratégicas - permitirá uma transição tranqüila até que se decida quem ocupará a presidência da mais rentável companhia aérea do País. "Não existe nenhuma preocupação imediata em relação aos rumos da empresa", garante o diretor-comercial Wagner Ferreira. "Ontem alguns executivos se reuniram, mas apenas para cuidar da despedida do comandante."A escolha deverá ser feita pelo Conselho Administrativo da companhia, que agora conta com o vice-presidente Daniel Martin - o executivo mais cotado para substituir Rolim - e cinco conselheiros: Antonio Luiz Barros Junior, Paulo Lehman, Shigeaki Ueki, Marcelo Pereira Medeiros e Sônia Villa-Lobos. Mas o poder, em última instância, está nas mãos da esposa de Rolim, dona Noemi, que herda 91,65% do capital votante.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.