Adesão de evangélicos à CPI repercute

O comunicado do deputado Bispo Rodrigues (PL-RJ) de que a bancada evangélica na Câmara assinará o requerimento de CPI da Corrupção provocou uma série de pronunciamentos dos líderes da oposição louvando a decisão e conclamando outros deputados a tomar a mesma atitude.O deputado Edson Andrino (PMDB-SC) convocou seus colegas de partido a repetirem o gesto do senador Casildo Maldaner (PMDB-SC), que assinou nesta terça-feira o requerimento."É preciso seguir o exemplo de Ulisses Guimarães (presidente do PMDB, morto em 93), que quando foi candidato à Presidência da República repetia sempre o lema: ´Não roubar, não deixar roubar e por na cadeia quem rouba´. Temos que restabelecer a moralidade deste partido", conclamou Andrino.Seu colega, Maurilio Ferreira Lima (PMDB-PE), foi o primeiro deputado da base governista no plenário a se pronunciar contra a instalação da CPI.Ele defendeu o presidente Fernando Henrique Cardoso, afirmando, sob apupos da oposição, que não assinaria o requerimento para não agravar a crise institucional."A crise institucional é séria e chegou ao ponto em que cabeças terão que rolar, mas temos que preservar o presidente Fernando Henrique", recomendou Lima, que foi presidente da Radiobrás (empresa de Comunicação do governo federal) durante o primeiro mandato do presidente."A CPI é uma marcha da insensatez. A oposição, que quer derrubar o governo, tem que aprender que no sistema democrático se derruba o governo no voto. Eu passei 11 anos no exílio porque não havia estado de direito neste País, e sou contra a CPI porque amanhã o Lula (Luiz Inácio Lula da Silva, presidente de Honra do PT) pode ser presidente da República e também não irei permitir que o derrubem fazendo uma CPI. Esta Casa está criando um precedente perigoso e é capaz de levar o Brasil a uma situação da qual não saibamos sair", advertiu Ferreira Lima.

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