Adesão da Venezuela ao Mercosul é interessante, diz Lula

Segundo o presidente, entrada do país no bloco é um acordo entre 'os povos venezuelano e brasileiro'

Denise Madueño e Luciana Nunes Leal, do Estadão,

22 de novembro de 2007 | 16h17

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a entrada da Venezuela no Mercosul não se trata de um acordo pessoal entre ele e o presidente venezuelano, Hugo Chávez, mas sim um ato de interesse dos dois países. A defesa de Lula da entrada da Venezuela no bloco foi feita durante a reunião do Conselho Político junto com agradecimentos aos líderes da base pela aprovação do projeto de adesão do país vizinho ao Mercosul nesta quinta-feira, 22, na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara (CCJ).   "Não se trata de um acordo entre Lula e Chávez, mas dos povos venezuelano e brasileiro", afirmou Lula, segundo relato de líderes presentes à reunião. O líder do PTB na Câmara, Jovair Arantes (GO), contou que o presidente ressaltou que "ele (Lula) e Chávez vão passar, mas os dois países continuam". O deputado Lincoln Portela (PR-MG) afirmou que o presidente deixou claro: "O acordo é com a Venezuela e não uma questão pessoal", contou Portela, que participou da reunião com Lula em substituição ao líder do partido, Luciano Castro (RR).   Os dois deputados afirmaram que, assim como na CCJ, a base votará unida a favor da proposta no plenário da Câmara. "A base está consciente de que a entrada da Venezuela no Mercosul precisa ser feita. Não vamos fulanizar na pessoa do presidente venezuelano", disse Portela. Na CCJ, o resultado da votação registrou 44 votos favoráveis e 17 contrários. Os partidos aliados votaram em peso na proposta. "No plenário vai ser a mesma coisa", afirmou Arantes. "A oposição fez só barulho. A capacidade da oposição de convencimento se limitou à própria oposição", avaliou Arantes.

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