Dida Sampaio/Estadão
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Adams se reúne com bancada do PT para discutir acordo de leniência

'Não faz sentido que o criminoso, que cometeu o crime, possa ter um benefício, e a empresa que não cometeu o crime, mas teve seu agente cometendo, tem que ser punido com o fechamento. É isso que somos contra', disse o ministro.

Daiene Cardoso, O Estado de S. Paulo

02 de março de 2015 | 20h40

Brasília - O advogado-geral da União (AGU), ministro Luís Inácio Adams, se reuniu na noite desta segunda-feira, 2, com parte da bancada do PT na Câmara dos Deputados para defender a realização de acordos de leniência com as empresas envolvidas no escândalo de corrupção na Petrobrás. 

"Não faz sentido que o criminoso, que cometeu o crime, possa ter um benefício, e a empresa que não cometeu o crime, mas teve seu agente cometendo, tem que ser punido com o fechamento. É isso que somos contra", disse o ministro.


A pedido da bancada, Adams veio explicar como funciona o acordo de leniência. Ele ressaltou que a iniciativa ajuda no combate à corrupção e tem por objetivo preservar a atividade econômica e garantir os 500 mil empregos envolvidos no setor. O ministro insistiu que não pode haver punição das empresas por causa de crimes eventualmente cometidos pelos seus executivos. 

Ainda segundo o ministro, a União pedirá o ressarcimento integral. "Nós queremos o ressarcimento integral e não parcial", enfatizou. Os petistas saíram convencidos de que é preciso separar a atuação dos arrolados na Operação Lava Jato das empresas, de modo a garantir os empregos. De acordo com eles, entidades ligadas ao setor estão procurando os parlamentares preocupadas com a situação financeira das empresas. "O acordo de leniência é a melhor saída para superarmos esse impasse", defendeu o líder do governo, José Guimarães (PT-CE). 

Para o líder governista, é preciso retomar as políticas de desenvolvimento do País e garantir que não haja paralisação das obras em andamento. "A palavra de ordem é retomar a iniciativa para que o País volte a funcionar dentro da normalidade democrática", destacou Guimarães.

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