Acusados de matar índio em Brasília serão julgados

Quatro dos cinco jovens de classe média acusados de matar o índio pataxó Galdino Jesus dos Santos, em abril de 1997, começarão a ser julgados no próximo dia 6 no Tribunal do Júri de Brasília. Eron Alves de Oliveira, Tomás Oliveira de Almeida, Antonio Novelly Cardoso de Vilanova e Max Rogério Alves são acusados de atear fogo no corpo do índio, que dormia num ponto de ônibus em uma movimentada avenida de Brasília e acabou morrendo em decorrência das queimaduras.Antonio Novelly Cardoso de Vilanova é filho de um juiz federal. O júri será presidido pela juíza Sandra de Santis, que é mulher do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF). Graças a uma decisão de Sandra, de 1998, os acusados quase se livraram de um julgamento pelo Tribunal do Júri. A juíza considerou que ao invés de homicídio doloso o suposto crime praticado pelos jovens foi lesão corporal grave seguida de morte. O entendimento de Sandra foi confirmado por desembargadores do Tribunal de Justiça do Distrito Federal.Mas os ministros da 5ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiram em 1999 que os acusados deveriam ser julgados por um júri popular pelo suposto crime de homicídio triplamente qualificado. A assessoria de comunicação do Tribunal de Justiça do Distrito Federal informou hoje que, segundo a juíza, o julgamento deve durar três dias.Segundo o órgão, a juíza pretende interromper a sessão todas as noites para que os envolvidos no julgamento possam descansar. O Tribunal de Justiça está preparando um esquema especial para o júri dos quatro acusados de matar o índio.

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