Acusado pela Operação Vampiro nega fraudes

O ex-coordenador geral de logística do Ministério da Saúde, Luís Cláudio Gomes da Silva, investigado pela Polícia Federal na Operação Vampiro por fraudes em licitações, negou nesta sexta-feira todas as acusações, em depoimento ao juiz da 13ª Vara da Justiça Federal em Pernambuco, Frederico José Pinto de Azevedo. Ele disse que os R$ 200 mil apreendidos em seu apartamento em Pernambuco seriam usados na sua campanha para vereador pelo PT.Segundo Luís Cláudio, o dinheiro era de economias antigas, da venda de um carro por R$ 27 mil e de um empréstimo de R$ 45 mil feito por um irmão. Disse ao juiz que sempre costumou guardar dinheiro em casa. O advogado do réu, Ademar Rigueira, informou que irá pedir a devolução do dinheiro.Luís Cláudio acusou colegas da área técnica do ministério de tentarem se aproveitar da compra de medicamentos, em caráter emergencial, para as vítimas das enchentes no Nordeste e Sudeste, para adquirir medicamentos que estavam em falta. Segundo ele, alguns dos medicamentos estavam cotados 200% acima do mercado. O ministro Humberto Costa, foi alertado, os preços reduzidos e a compra se limitou exclusivamente aos medicamentos para os flagelados.Ele disse que sua atuação na Coordenadoria de Recursos Logísticos do Ministério relativa reduziu os gastos nos preços de medicamentos e hemoderivados, o que teria causado ?um rebuliço? no mercado. Luís Cláudio explicou ter adotado o pregão para grandes compras ? ao invés de licitação internacional ? acatando orientação do Tribunal de Contas da União (TCU). Ele foi preso em Brasília no dia 19 de maio, com outros 16 envolvidos, e liberado cinco dias depois. Apenas três acusados continuam presos.

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