Hélvio Romero/AE
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Acusado nega envolvimento na morte do prefeito Celso Daniel

Em julgamento nesta quinta, Elcyd Oliveira Brito disse ter confessado participação no crime por estar sob pressão; assassinato ocorreu em 2002

Felipe Frazão, de O Estado de S.Paulo

16 de agosto de 2012 | 12h38

O réu Elcyd Oliveira Brito negou ter envolvimento com o assassinato do prefeito de Santo André, Celso Daniel (PT), em 2002, durante a sessão de julgamento no Tribunal do Júri de Itapecerica da Serra, na grande São Paulo, nesta quinta-feira, 16. Sua declaração vai de encontro a depoimentos anteriores, em que havia confessado o crime e delatado o mandante. Celso Daniel foi morto com oito tiros e seu corpo encontrado em uma estrada de terra. Para a promotoria, o crime teve motivação política.

 

Em seu interrogatório, Elcyd Oliveira Brito disse que havia confessado anteriormente por estar sob pressão dos promotores e por ter sofrido tortura psicológica e física de policiais civis da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), quando foi preso. O réu afirmou também que não tinha condições de contratar advogado na época e não foi orientado por ninguém para confessar. Brito havia sido preso por formação de quadrilha, roubo com arma de fogo e porte de arma. Para a promotoria, Elcyd participou do sequestro e da morte do prefeito.

 

O julgamento começou às 11h e a expectativa é de que a sentença seja anunciada no começo da noite desta quinta, pelo juiz Antonio Augusto Galvão de França Hristov. Até o momento foram ouvidas duas testemunhas de defesa, Clarita Gonçalves Santos e Silvéria de Almeida. Ambas alegaram conhecer o acusado e a família dele, mas não souberam dar detalhes do envolvimento do réu no crime. Após o interrogatório do réu, a promotoria fará sua acusação formal.

 

Outro réu. Nesta quinta, estava previsto o julgamento de outro réu acusado de participação no crime, Itamar Messias Silva dos Santos. O juiz, entretanto, acatou o pedido da defesa para adiar para o dia 22 de novembro.

 

Quatro pessoas já foram condenadas pelo assassinato. No julgamento desta quinta, o promotor de Justiça Marcio Friggi de Carvalho deve reiterar a tese de que Celso Daniel foi morto por discordar de um esquema de corrupção ligado ao PT.

 

 

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