Acusado na sanguessuga, ex-deputado preso será transferido

Lino Rossi é acusado de iniciar esquema dos Sanguessugas no Congresso; ele será transferido para Cuiabá

Agência Brasil

14 de agosto de 2007 | 15h50

O ex-deputado Lino Rossi (PP-MT)  será transferido nesta terça-feira, 14,  para a Superintendência da Polícia Federal em Cuiabá, de acordo com a assessoria de imprensa da PF.Ele é suspeito de envolvimento no chamado "esquema dos Sanguessugas", esquema de compras superfaturadas de ambulâncias a partir da aprovação de emendas orçamentárias.   Rossi foi apontado pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos Sanguessugas como o parlamentar que deu início ao esquema no Congresso Nacional.   A prisão preventiva foi decretada pelo juiz Jeferson Schneider, dessa unidade judicial, depois que considerou "esgotadas todas as tentativas de citação e intimação do acusado", segundo a decisão. As denúncias do Ministério Público (MP) contra Rossi são de crime de corrupção passiva por 108 vezes, formação de quadrilha, fraude em licitação e lavagem de dinheiro.   O juiz argumentou que "ao acusado está sendo imputado o cometimento de mais de uma centena de crimes, assim como ter participado de forma decisiva do núcleo da quadrilha desbaratada pelo que denominou-se Operação Sanguessuga". Para o juiz, está configurada "a extrema necessidade da medida cautelar da prisão preventiva".   Na decisão Jeferson Schneider lembra que o ex-parlamentar foi procurado na cidade de Várzea Grande (MT) e também pelo telefone que havia informado ao MP, mas não foi localizado. A busca foi realizada também, sem sucesso, em Cuiabá e, posteriormente, em Brasília, no endereço fornecido quando Rossi foi interrogado pela PF.    O ex-deputado passou a noite da última segunda na carceragem da Polícia Federal em Brasília, onde permanece até ser transferido para a capital mato-grossense. Na quarta, Rossi deve ser interrogado na 2ª Vara da Justiça Federal em Mato Grosso.

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