Arquivo/AE
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Acusado de mandar matar Dorothy Stang se entrega à polícia

Suposto mandante se mantinha em liberdade com habeas corpus, que foi negado pelo STJ na sexta-feira

estadao.com.br,

06 Fevereiro 2010 | 12h07

O fazendeiro Vitalmiro Bastos de Moura, o Bida, se entregou na manhã deste sábado, por volta das 6h, à polícia do Pará, após ter seu pedido de habeas corpus negado pelo Superior Tribunal de Justiça (SJT). Ele é acusado pelo assassinato da missionária norte-americana Dorothy Stang, do qual seria um dos mandantes. 

 

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Bida se apresentou à polícia em uma delegacia da cidade de Altamira, no Pará, onde foi encaminhado para fazer o exame de corpo de delito. Em seguida, foi transferido para o Presídio Regional de Altamira, onde fica à disposição da Justiça.

 

Em seu primeiro julgamento, o fazendeiro foi condenado a 30 anos de prisão em regime fechado. Beneficiando-se da legislação que previa um novo julgamento para condenados a pena superior a 20 anos, foi absolvido no segundo julgamento. No entanto, no final do ano passado, um recurso do Ministério Público ao Tribunal de Justiça do Pará conseguiu anular a absolvição e foi decretada nova prisão, o que levou a defesa a impetrar o habeas corpus que mantinha Bida em liberdade.

 

Impunidade

 

Em nota divulgada nesta sexta-feira, 5, após ser anunciada a decisão da Justiça, as irmãs da Congregação Notredame, à qual pertencia Dorothy Stang, lembraram que passados quase cinco anos da morte da religiosa, o outro acusado de ser o mandante do assassinato, o fazendeiro Regivaldo Pereira Galvão, ainda não foi levado a julgamento.

 

Dorothy Stang foi assassinada aos 73 anos em fevereiro de 2005 com seis tiros perto de Anapu, no oeste do Pará. Ela morava havia mais de 20 anos na região, ajudando agricultores ameaçados por fazendeiros e madeireiros ilegais.

 

Com informações da Efe e da Agência Brasil

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