Acusado de fraude em concurso da OAB é solto

Foi liberado por volta das 19h desta segunda-feira o bacharel em direito Rodrigo Vieira de Andrade, 28 anos, acusado de tentar fraudar a primeira fase do exame da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) com uma escuta eletrônica. Ele estava detido desde a tarde do último domingo, data do exame, na cadeia do 5º DP de Santos.A liberdade do acusado se deu quase no mesmo momento em que a direção local da OAB informou que irá pedir à Subseção do órgão, em São Paulo, modificações no sistema atualmente adotado durante as provas já para a próxima fase, marcada para o dia 17 de outubro. A proposta prevê tirar do candidato a possibilidade de sair do local de prova com o caderno de perguntas. Segundo os fiscais da OAB, o candidato pego no domingo se utilizaria desse meio para colar. "Professores de cursinho aguardam a saída de algum candidato, pegam o caderno, respondem as questões e passam via ponto eletrônico para um candidato que ainda esteja em sala de aula", explica a secretária-geral da OAB regional Tânia Machado de Sá. A idéia da entidade é que o caderno seja retirado pelos candidatos apenas após o término do teste.Rodrigo Andrade, morador da capital, admitiu ter pago antecipadamente R$15 mil a um grupo que trabalha em dois cursos preparatórios de São Paulo para que passassem as respostas corretas. Se aprovado, financiaria mais R$ 15 mil ao grupo. Andrade engoliu o ponto eletrônico - menor do que uma moeda de um centavo - após ser descoberto. A prova do crime só veio com um exame radiológico realizado horas depois do exame.

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