Acusado de calúnia, tucano diz que filho de Lula deve se explicar sobre patrimônio

Deputado Domingos Sávio é alvo de interpelação no Supremo por afirmar que Fábio Lula 'é um dos homens mais ricos do Brasil' ; ele usou a tribuna da Câmara para rebater acusações

LETÍCIA SORG E JOSÉ ROBERTO CASTRO, O Estado de S. Paulo

18 de março de 2015 | 19h05

São Paulo - O deputado federal Domingos Sávio (PSDB-MG) usou a tribuna da Câmara para responder a uma interpelação feita por Fábio Luis Lula da Silva, filho do ex-presidente Lula. Lulinha, como é conhecido, entrou com ação no Supremo Tribunal Federal contra o parlamentar para apurar prática de injúria, calúnia e difamação. Em entrevista a um programa de rádio, o tucano disse que Lulinha "é um dos homens mais ricos do Brasil" e que sua fortuna é "fruto da roubalheira que virou este País".

Sávio disse que seu comentário na rádio foi baseado em "fartas notícias em veículos de circulação nacional e de discursos" no Congresso de que Lulinha fez grandes transações imobiliárias e viaja em um jato familiar. 

Ele defendeu que o filho do ex-presidente petista deve dar transparência ao seu patrimônio e deve ser investigado "porque ninguém está acima da lei". "Assisti ao País inteiro indagar como Lulinha enriqueceu", afirmou, dizendo-se pronto a prestar esclarecimentos à Justiça sobre o caso.

Lulinha. Fábio Luís Lula da Silva afirma que as informações, além de ofensivas, são mentirosas. Ele alega que não é proprietário de nenhuma fazenda e não tem negócios relacionados à agricultura. "Fábio também jamais se beneficiou de qualquer ato irregular ou ilegal e tampouco tornou-se um dos ''homens mais ricos do Brasil''", diz a nota divulgada pelo Instituto Lula, que pede uma retratação do deputado tucano.

Na interpelação criminal, Lulinha alega que "esses ataques à honra vêm ferindo sua reputação e prejudicando sua imagem". O documento cita ainda outras ações movidas pelo filho de Lula por comentários do mesmo tipo, como o de um usuário do Twitter que disse que ele era o dono de um frigorífico. "A despeito das providências já adotadas, algumas pessoas insistem na prática dessas condutas que, em tese, tangenciam o ilícito penal", diz o documento.

"Pretende-se, no caso, tão somente que o deputado confirme, desminta ou esclareça a informação ofensiva que lhe fora atribuída", diz a interpelação.

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