Acusações contra os três senadores não vão terminar em pizza, afirma João Alberto

O presidente do Conselho de Ética do Senado, João Alberto Souza (PMDB-MA) afirmou, nesta quinta-feira, 17, que as denúncias contra os três senadores acusados de envolvimento com a máfia das ambulâncias não vão terminar em pizza. João Alberto disse que irá aguardar a defesa dos senadores Ney Suassuna (PMDB-PB), Magno Malta (PL-ES) e Serys Slhessarenko (PT-MT) até a próxima terça-feira para então definir se abrirá processo e designar relatores."Meu desejo não é arquivar. Não vai haver pizza coisa nenhuma. Vou até o final e com muito equilíbrio", disse o senador, antes de viajar para o Maranhão, onde é candidato a vice-governador na chapa da senadora Roseana Sarney. Apesar de garantir que os processos não acabarão em pizza, João Alberto voltou a afirmar que o empresário Luiz Antonio Vedoin, um dos sócios da Planam, empresa que comandou a fraude das ambulâncias, é bandido. Os relatores não deverão ser do mesmo partido dos investigados e terão 30 dias para apresentar resultado dos trabalhos. O senador disse ainda que não se sente constrangido em estar a frente do órgão que poderá investigar Suassuna, ex-líder de seu partido. ?Se o líder errou, não é líder. Tem que ser julgado como todos outros?, observou. João Alberto informou que irá ler o depoimento de Luiz Antônio Vedoin, dono da Planam, para verificar se há provas ?robustas? contra os senadores citados pelo empresário.A CPI dos Sanguessugas investigou 72 parlamentares acusados de envolvimento na compra superfaturada de ambulâncias com recursos públicos.AmeaçaO vice-presidente do Conselho de Ética do Senado, Demóstenes Torres (PFL-GO) anunciou no fim da manhã desta quinta-feira que fará um pronunciamento em plenário nesta tarde para mostrar a incapacidade do presidente do órgão, João Alberto, e de agir "despoticamente" para engavetar os pedidos de abertura de processo contra os três senadores acusados de envolvimento com a máfia das ambulâncias.Demóstenes disse ainda que se João Alberto insistir em arquivar os pedidos do processo ele vai recorrer ao Supremo Tribunal Federal para assegurar ao Conselho de Ética o direito de atuar.Na quarta-feira, ele colocou em dúvida as acusações de Vedoin envolvendo os três senadores, sinalizando com a possibilidade de arquivamento dos processos. "O depoimento do Vedoin tem de estar robustecido com provas. Ele é bandido, mas pode ter outros".

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