Acusação de corrupção passiva é fraude, diz Estevão

O ex-senador cassado Luiz Estevão afirmou hoje que a acusação do Ministério Público Federal de corrupção passiva é uma fraude. "Era uma mais uma fraude que o MPF tentou colar na minha pessoa", declarou, comentando o aditamento feito pelo MPF no processo que investiga o desvio de verbas das obras do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) em São Paulo, que corrigiu um erro material da denúncia original, imputando a Estevão o crime de corrupção ativa e não passiva. Estevão é acusado dos crimes de estelionato contra a entidade do direito público, falsidade ideológica, formação de quadrilha, peculato e corrupção ativa."É tão alucinada a disposição de querer me acusar que eles (MPF) chegaram ao cúmulo de dizer que eu utilizei o mandato de senador para conseguir recursos para a obra do TRT. Ora, o meu mandato começou em fevereiro de 99 e os recursos para a obra pararam de ser enviados em julho de 98. É uma acusação totalmente despropositada e que agora, de maneira canhestra eles procuram corrigir", argumentou o ex-senador.A promotora do Ministério Público Federal responsável pelo caso, Janice Agostinho Barreto Ascari, reconhece que foi um erro de digitação e que realmente no início do mandato de senador as obras os recursos já não eram mais enviados. "Mas ele esqueceu de mencionar que, na época, já era deputado distrital". Segundo ela, ele deveria explicar as fraudes que estão no processo e não tentar analisar as atitudes do MPF. "Ao que me consta ele não é advogado".O ex-senador foi submetido nesta tarde a um interrogatório no Fórum Criminal da Justiça Federal de São Paulo, referente ao processo que investiga o desvio de verbas do TRT-SP.

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