Acupuntura controla efeitos indesejáveis da quimioterapia

Um estudo do Ambulatório de Pediatria do Hospital do Câncer A. C. Camargo comprovou que a acupuntura (feita depois da quimioterapia, quando o paciente já apresenta efeitos colaterais) acaba com as reações adversas em 70% dos casos. A técnica reduz os efeitos indesejáveis nos outros 30%. "Quando a acupuntura é feita antes da quimioterapia, 80% dos pacientes não têm enjôos ou vômitos", explica a enfermeira Andréa Kurashima, do Ambulatório de Pediatria, que incorporou a tradicional técnica chinesa às medidas de controle dos efeitos colaterais da quimioterapia - uma das formas de tratamento de câncer. "O resultado é gratificante", diz o cirurgião ortopedista e acupunturista Wu Tu Chung, do Departamento de Cirurgia Pélvica do hospital. Em média, os efeitos da acupuntura duram de dois a três dias. Geralmente, basta uma sessão para que o paciente já apresente melhoras. As crianças já notaram que as agulhas da acupuntura fazem efeito. "Antes eu chegava a vomitar sete vezes no dia da quimioterapia", lembra Fernanda. "Com a acupuntura, não vomito e fico mais animada." Novo estudo - O próximo passo da equipe do Hospital do Câncer A.C. Camargo é comparar a incidência de efeitos adversos da quimioterapia em pacientes que fazem acupuntura com aqueles que não usam a técnica chinesa. A pesquisa, que vai durar dois anos, deve começar em agosto com mulheres portadoras de câncer de mama. "Não tratamos câncer com acupuntura, mas reduzimos efeitos indesejáveis", esclarece Chung. Há remédios que controlam os efeitos colaterais da quimioterapia, mas eles não funcionam em todos os pacientes. A acupuntura tem sido usada no hospital em crianças de até 2 anos. Cerca de 65% dos pacientes da instituição são atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

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