André Dusek/Estadão
André Dusek/Estadão

Acredito que a reforma da Previdência será aprovada, é questão de tempo e de momento, diz Meirelles

A votação da reforma está marcada para 19 de fevereiro, mas mesmo entre aliados há ceticismo sobre a capacidade política de se colocar a proposta em apreciação

Idiana Tomazelli, O Estado de S.Paulo

22 Janeiro 2018 | 02h11

BRASÍLIA - Apesar de o governo ainda não ter os votos necessários para fazer passar a reforma da Previdência, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou que mantém a confiança na aprovação da proposta. "Acredito que a reforma da Previdência será aprovada. É questão de tempo e de momento", disse, em entrevista ao programa Canal Livre, da TV Bandeirantes, gravada na quinta-feira, 18, e exibida no início da madrugada desta segunda-feira, 22.

A votação da reforma está marcada para 19 de fevereiro, mas mesmo entre aliados do governo há ceticismo sobre a capacidade política de se colocar a proposta em apreciação no plenário da Câmara dos Deputados.

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Meirelles ressaltou que a aprovação da reforma é um dos pontos essenciais para que o Brasil reverta a trajetória negativa de sua nota de crédito, recentemente rebaixada pela S&P Global Ratings. A decisão da agência de classificação de risco não teve grande efeito sobre os ativos brasileiros, mas pode ter efeito sobre o custo do financiamento do País.

Segundo o ministro da Fazenda, o que os analistas da S&P demonstraram é uma preocupação com três aspectos da economia e da política brasileira - justamente os que devem ser abordados para que o País consiga recuperar a nota de crédito.

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"A primeira coisa é a aprovação de todas as medidas fiscais, principalmente Previdência", disse Meirelles. O segundo ponto é a consolidação do crescimento, segundo ele. O ministro demonstrou confiança na resolução dessas duas questões, inclusive na aprovação das medidas fiscais que estão tramitando no Congresso Nacional e das quais depende o equilíbrio do Orçamento de 2018.

O terceiro ponto, lembrou Meirelles, é que o futuro do País dependerá da proposta e das decisões do futuro presidente da República - cargo para o qual, ressaltou o ministro, a S&P não demonstra preferência de candidato. "O próximo presidente é decisão do povo brasileiro e também questão política", disse o ministro da Fazenda, que é apontado como um dos presidenciáveis.

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