Acordos no RJ e em SP não abalam relação de Campos e Marina, diz aliado de ex-ministra

Para Walter Feldman, 'há descontentamento', mas coligações do PSB com Geraldo Alckmin e Lindbergh Farias eram esperadas

Ana Fernandes, Agência Estado

23 Junho 2014 | 16h40

 São Paulo - Deputado federal pelo PSB de São Paulo e aliado político de Marina Silva, Walter Feldman avalia que não houve "abalo" entre a ex-ministra do meio ambiente e o pré-candidato à Presidência Eduardo Campos após o PSB ter decidido se aliar com o PSDB de Geraldo Alckmin, em São Paulo, e com o PT de Lindbergh Farias, no Rio. "Não há abalo entre os dois. É claro que há um descontentamento da Marina e da Rede (Sustentabilidade) porque não foi caminho que a gente esperava, mas a aliança programática está mantida", disse Feldman ao Broadcast Político.

O parlamentar repetiu o que vem sendo dito por integrantes da Rede de que, desde o início da parceria com o PSB, estava claro que haveria a tentativa de unir os palanques estaduais mas que haveria liberdade para caminharem com independência quando o acordo não fosse possível.

Sobre a disputa em São Paulo, Feldman afirmou considerar uma possibilidade "bastante real" de que os partidos da coligação para governador se separem nas candidaturas ao Senado. "Aqui em São Paulo, ficou a ideia de sairmos com uma candidatura independente pela Rede, com características da candidatura nacional." Feldman disse que seria um caminho para a Rede defender regionalmente o discurso nacional de Campos e Marina de renovação e fim da polarização entre PT e PSDB. A ideia de fragmentar as candidaturas ao Senado agradaria a outros partidos da coligação de apoio a Alckmin, como PPS e PTB.

Questionado se gostaria de ser o candidato ao Senado, Feldman disse que a Rede não trabalha com "mecanismos de caráter individual", mas que seria uma alternativa positiva para o grupo. "Eu não tenho esse pleito pessoal, mas é uma solução possível", disse ressalvando que há outros quadros na Rede, como o ambientalista João Paulo Capobianco.

"Esta semana será decisiva e decisória, é a grande semana desse processo pré-eleitoral", avalia Feldman. Ele lembra que outra decisão de peso será a definição da candidatura em Minas Gerais. "Temos uma expectativa forte de ter candidatura própria lá. Não tivemos sucesso no Rio e em São Paulo, mas a gente acha que em Minas ainda é possível." Segundo Feldman, houve o adiamento da decisão em Minas Gerais por haver ainda alguma discussão em torno do nome do presidente estadual do PSB Júlio Delgado, que poderia ainda tentar manter sua vaga na Câmara em vez de disputar o governo.

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