Acordo pode consolidar Brasil como potência estratégica na AL

O cientista político Rosendo Fraga, um dos mais importantes da Argentina, acredita que o acordo nuclear que está sendo negociado por Brasil e China "não vai gerar problema regional porque a Argentina tem perdido espaço na disputa de uma liderança com o Brasil. Ele lembrou que não houve maiores reações quando o Brasil anunciou seu projeto do submarino nuclear". Para ele, o acordo pode consolidar o Brasil como potência estratégica da América do Sul, numa parceria previlegiada com a China, potência estratégica da Ásia. O analista avalia que ao Brasil faltavam duas condições para ocupar um importante lugar no cenário internacional: "capacidade estratégica, obtida com o projeto do submarino e o acordo com a China e a liderança regional, um lugar que já lhe corresponde". Fraga acredita que o Brasil deverá anunciar um acordo comercial da China com o Mercosul "para atenuar o efeito político que possar gerar o anúncio do possível acordo nuclear". Rosendo Fraga considera "significativo" que o presidente Lula tenha confirmado a intenção de acelar o seu projeto do submarino a propulsão nuclear porque "lhe dará a identidade que faltava para ser um ator internacional como a China ,Índia e Rússia". Ele não acredita que os Estados Unidos se incomodem com o acordo entre a China e o Brasil , até porque o Brasil não propõe uma arma nuclear mas um submarino a propulsão nuclear. Isso não vai gerar um conflito com EUA, quem possui excelente relação com a China. Rosendo Fraga pondera que se o mesmo acordo fosse entre o Brasil e a Corréia do Norte ou com o Irã, poderia sim gerar um conflito.

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