Acordo permite exportação de soja transgênica

A soja transgênica encontrada no Porto de Paranaguá será exportada. A exceção foi aberta pela Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) para que as 70 mil toneladas do produto, que estão estocadas nos terminais, possam ser retiradas. A decisão foi anunciada no fim da tarde de hoje pelo superintendente da Appa, Eduardo Requião, após reunião com representantes dos operadores do porto. Preliminarmente a soja "contaminada" ficará segregada no silo público, de propriedade da Appa, que será lacrado pela Empresa Paranaense de Classificação de Produtos (Claspar). Durante esta semana, a Claspar analisou a soja e verificou transgenia em 98% do volume fiscalizado. A previsão é que a soja segregada seja escoada por navios nos dias 24 e 25 de novembro, tendo como destino os compradores de outros países. A decisão de suspender a exportação por Paranaguá foi tomada no dia 24, quando Eduardo Requião afirmou ter recebido denúncias de que a soja convencional estaria "batizada" com transgênica. A medida criou um certo desconforto com o governo e exportadores paraguaios, que têm um terminal exclusivo em Paranaguá. Segunda-feira, o superintendente do porto estará em Assunção para conversar com o presidente Nicanor Duarte Frutos sobre o entreposto paraguaio.

Agencia Estado,

31 Outubro 2003 | 19h05

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