Acordo na Bahia pode concretizar aliança entre PSDB e PFL

Com o acordo fechado nesta quinta-feira pessoalmente pelo candidato do PSDB à presidência da República, Geraldo Alckmin, e o PFL da Bahia, é possível antecipar a formalização da aliança nacional entre os dois partidos. Essa é a expectativa de líderes dos dois partidos, que acreditam ter removido o principal entrave estadual que estava emperrando a coligação e a indicação do nome do vice para a chapa do tucano. Com isso, Alckmin confirmou a viagem à Bahia nos dias 12 e 13, que tinha sido adiada justamente por causa das pendências políticas no Estado.A negociação entre PSDB e PFL baiano começou nesta quarta-feira, em Brasília, durante reunião entre o governador da Bahia, Paulo Souto (PFL), o presidente do PSDB, senador Tasso Jereissati (CE), o coordenador da campanha de Alckmin, senador Sergio Guerra (PSDB-PE), o senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA) e o deputado Antonio Carlos Magalhães Neto(PFL-BA). Alckmin acompanhou as conversações por telefone em São Paulo e só nesta manhã, em café com Paulo Souto, em Brasília, o pré-candidato sacramentou o acordo.Mesmo às custas do racha do PSDB na Bahia, Alckmin garantiu sua presença no palanque de Souto, que disputará a reeleição e está na dianteira das pesquisas. Seu principal adversário é o ex-ministro Jaques Wagner, do PT.Pela equação montada, o líder do PSDB na Câmara, Jutahy Júnior (BA), tradicional adversário de ACM, ficou isolado. Por outro lado, um setor do PSDB, liderado pelo deputado João Almeida (PSDB-BA) e por 80% dos 20 prefeitos tucanos - conforme estimativa feita na reunião - estará no palanque de Alckmin e Souto. Se reeleito, o governador deve dar espaço a essa ala do PSDB em sua administração.Em relação ao Senado, Alckmin promete assumir uma postura de neutralidade. Ou seja, não apoiará o ex-prefeito Antonio Imbassahy, candidato tucano, nem o senador Rodolpho Tourinho, candidato de ACM. Mas a expectativa tanto de tucanos quanto de pefelistas é que Imbassahy desista de concorrer, optando pela Câmara. Essa possibilidade poderá se fortalecer caso o ex-governador João Durval saia para o Senado numa composição com o PT de Jaques Wagner.A solução baiana deve se repetir em Sergipe, outro Estado que Alckmin pretende visitar no Nordeste. O pré-candidato do PSDB terá o palanque do pefelista João Alves, candidato à reeleição. Ficaria neutro também na disputa ao Senado, que tem como candidato o ex-governador Albano Franco. Segundo parlamentares do PFL, diante disso, Albano teria ameaçado compor com o ex-prefeito do PT Marcelo Deda que vai concorrer ao governo estadual.Em relação ao Maranhão, onde o PFL disputa o governo com a senadora Roseana Sarney e o PSDB não tem candidato próprio, a situação ainda está indefinida. Ontem, Tasso Jereissati almoçou com Roseana, que ameaça declarar apoio à reeleição Lula caso o PSDB regional desista de apoiar o candidato do PDT, Jacson Lago.

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