Acordo livra ex-secretário do PT do processo do mensalão

O ex-secretário-geral do PT, SilvioPereira, deixou de ser réu no processo do mensalão ao fazer umacordo com a Procuradoria-Geral da República (PGR) para prestarserviços comunitários. Com o acordo, Pereira terá que fazer uma carga horáriaequivalente a três anos de serviço comunitário e se apresentarmensalmente perante um juiz. "Fiz 24 anos de trabalho voluntário. Não vai ser agora queisso vai me afetar", disse um sorridente Pereira a jornalistasna saída da 2a Vara Criminal Federal. Ao longo dos três anos da pena, Silvio Pereira não poderáexercer cargo público nem concursado. O processo fica suspensopor três anos e só ao final ele deixa definitivamente de serréu. Durante a pena, ele pode voltar a ser réu, por exemplo, sedeixar de se apresentar ao juiz. Silvio Pereira disse que gostaria de se dedicar àgastronomia durante o tempo de trabalho fixado pela Justiça,mas a atividade que terá que cumprir ainda não foi definida. "Agora eu espero que vocês me deixem em paz um pouco porqueeu já sou notícia velha", completou Pereira que evitou falarsobre a acusação de receber um carro Land Rover de uma empresaque prestava serviços à Petrobras, caso que não consta doprocesso do mensalão. Perguntado se teria interesse de voltar ao PT, respondeu:"Não tenho nenhum entusiasmo para voltar a participar da vidapartidária hoje." A primeira proposta da PGR foi de quatro anos de serviçocomunitário, segundo Silvio, que fez uma contraproposta efechou a pena em três anos. Silvio Pereira já não precisou depor no processo domensalão, nesta quinta-feira, na 2a Vara Criminal, por conta daproposta de suspensão do processo contra ele no SupremoTribunal Federal feita pelo procurador-geral da República,Antonio Fernando Souza. Para suspender o processo, o procurador se valeu da figurada transação penal que prevê essa possibilidade quando o réuresponde por um crime cuja pena mínima é de até um ano. Pereira foi denunciado por formação de quadrilha, pois,segundo o procurador-geral, "atuava nos bastidores do governo,negociando as indicações políticas espúrias que proporcionavamo desvio de recursos em prol de parlamentares, partidospolíticos e particulares" (Reportagem de Mauricio Savarese; Edição de Mair PenaNeto)

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