Acordo fracassa e base insiste em barrar CPI do Apagão

A volta do caos aos aeroportos do País não alterou a disposição dos governistas de tentar impedir a instalação, na Câmara, da CPI do Apagão Aéreo, proposta por três partidos de oposição: PFL, PSDB e PPS.Os aliados do presidente Lula decidiram que vão tentar aprovar nesta terça-feira, 20, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), recurso do PT contra a CPI. O PT argumenta que não há um fato determinado para a instalação da comissão. O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), não conseguiu realizar na segunda-feira, 19, sessões de votação, justamente por causa da dificuldade dos deputados de chegarem a Brasília por causa dos atrasos de vôo. A oposição manteve a tática de obstrução das votações depois que os governistas não aceitaram uma proposta de acordo. Pelo acordo, a oposição suspenderia a obstrução em troca de a CCJ adiar a votação do recurso e de Chinaglia responder de forma rápida ao requerimento de informações do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Celso de Mello. Ele aguarda resposta de Chinaglia para decidir se determina a instalação da CPI do Apagão Aéreo. O requerimento do ministro chegou na segunda-feira, às 16 horas, à Câmara e Chinaglia não soube prever quanto tempo sua assessoria jurídica levará para dar as respostas. Ele tem prazo de dez dias. "Será realizado trabalho bem-feito para responder com toda a precisão", disse Chinaglia.O líder do governo, José Múcio Monteiro (PTB-PE), afirmou que o adiamento da decisão da CCJ poderia parecer que os governistas não acreditam no que defendem. "Daremos continuidade a um processo que começamos na CCJ. Depois de votar na comissão, podemos conversar no plenário", afirmou, anunciando o fracasso do acordo. "Estamos pintados para a guerra", avisou o líder do PFL, Onix Lorenzoni (RS).

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