Acordo entre governo e oposição dá sobrevida à CPI dos Cartões

Base aliada concorda em aprovar requerimentos sobre dados sigilosos, mas ex-ministros não serão convocados

Agência Estado,

15 de abril de 2008 | 12h17

Governistas e oposicionistas fecharam nesta terça-feira, 15, um acordo para dar uma sobrevida aos trabalhos da Comissão Parlamentar Mista (CPI) de Inquérito dos Cartões Corporativos encarregada de investigar denúncias de irregularidades no uso dos cartões da Presidência da República. Em razão do acordo, a expectativa no Congresso, agora, é de que nem chegue a ser instalada a recém criada CPI exclusiva do Senado sobre os cartões.   Veja também:   Vazamento de dossiê contra FHC abre guerra dentro da Casa Civil Dossiê FHC: o que dizem governo e oposição PF pede a governo dados sobre segurança da Casa Civil PF abre inquérito para apurar vazamento de dados de FHC Dossiê com dados do ex-presidente FHC  Entenda a crise dos cartões corporativos     Pelo entendimento, os parlamentares da base aliada ao governo concordaram em aprovar requerimento que permita à CPI ter acesso a dados sigilosos em poder do Tribunal de Contas da União (TCU) referentes a gastos de altos servidores da Presidência da República. São dados relativos ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. O TCU é um órgão auxiliar do Poder Legislativo.   O acordo prevê ainda que a CPI criará quatro sub-relatorias - duas serão integradas por parlamentares da oposição e duas por governistas - e que nenhum ex-ministro, nem do governo Fernando Henrique nem do governo Lula, será convocado para prestar depoimento.   Nesta terça, a CPI nada votará. Os parlamentares deixaram para a quarta-feira, 16, a votação de requerimentos incluídos no acordo, como o do compartilhamento das informações em poder do TCU, e a requisição de técnicos desse tribunal para prestarem esclarecimentos sobre a documentação.   Outro ponto do acordo prevê que o Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República envie à CPI esclarecimentos sobre quais os gastos com cartões que realmente são sigilosos e quais não são.

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