Acordo do mínimo eleva em R$ 1 bi despesas do governo

O ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Paulo Bernardo, calculou em R$ 1 bilhão o aumento anual das contas do governo federal por conta do acordo fechado na quarta-feira com as centrais sindicais em torno do novo salário mínimo, para R$ 380,00. Segundo ele, este aumento se deve à proposta de correção do mínimo que tramitava na comissão do Orçamento do Congresso, que era de R$ 375,00. Bernardo reconheceu que ficará mais difícil fechar as contas, mas assegurou que o governo vai continuar sendo severo no controle das contas públicas. Ele disse que, se tem uma coisa que o governo Lula não pode ser acusado, é de ter aberto mão do controle das despesas. "O governo vai continuar sendo (controlado)", disse. O ministro afirmou que o acordo fechado com as centrais sindicais traz mais previsibilidade para as contas do governo, já que tem regras claras para o aumento do salário mínimo. Ele classificou como "fofoca" a avaliação de que a equipe econômica saiu derrotada das negociações com as centrais sindicais e o governo. "Essas fofocas, não temos que nos pautar por isso". Ele reconheceu, no entanto, que o acordo foi uma vitória das centrais sindicais e da negociação do governo. "A grande vantagem é que fizemos um acordo de longo prazo". Com o acordo, as centrais estão apostando na expansão do PIB brasileiro e que esta aceleração da economia também é aposta do governo.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.