Acordo deixa País mais próximo de Conselho, diz petista

O líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), considerou que a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no acordo com o Irã na questão nuclear deixa o Brasil mais forte na busca de ocupar uma vaga permanente no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU). Ele ressaltou que a política internacional do País é respeitada no mundo e que a atuação do Brasil no episódio foi "muito positiva para evitar um desequilíbrio ruim e perigoso" entre as nações.

DENISE MADUEÑO, Agência Estado

17 Maio 2010 | 19h34

Lula e o primeiro-ministro da Turquia, Tayyip Erdogan, mediaram um acordo com o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, no qual o urânio iraniano levemente enriquecido deverá ser enviado ao território turco e, em troca, o país receberá o material nuclear enriquecido a 20%. Vaccarezza afirmou que, apesar do ceticismo de alguns, o acordo foi positivo. "O cenário anterior estava marcado para o início de hostilidades. O Brasil, junto com a Turquia, teve um papel importante e gerou um alento para o mundo", afirmou Vaccarezza.

O líder governista ressaltou, no entanto, que para conseguir a vaga permanente no Conselho é necessário ter respaldo dos países. "O que mais fortalece o assento no Conselho de Segurança da ONU são os apoios internacionais", disse, citando a França e Portugal como aliados nessa tentativa. "Nosso interesse nisso envolve uma questão maior, que é uma nova governança mundial, como sugere o presidente Sarkozy (presidente da França, Nicolas Sarkozy)".

Vaccarezza argumentou que um bloqueio ao Irã tem uma dimensão muito grande para o mundo que vem de uma crise financeira internacional. Só o Brasil, ressaltou, vende produtos que somam mais de R$ 1 bilhão por ano ao Irã. "Ao entrar nas negociações, o presidente Lula estava antevendo as dificuldades de uma crise para o mundo", disse o líder governista.

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