Acordo com a Justiça livra Sílvio Pereira do Mensalão

Ex-secretário do PT foi à Justiça para prestar depoimento; ele era um dos 40 réus denunciados do esquema

Clarissa Oliveira, de O Estado de S.Paulo

24 Janeiro 2008 | 16h11

O ex-secretário geral do PT Sílvio Pereira deixou nesta quinta-feira, 24, a Justiça Federal de São Paulo e confirmou um acordo assinado com a Procuradoria Geral da República que suspendou o processo movido contra ele, em decorrência do escândalo do mensalão. Ele era acusado por formação de quadrilha.   Veja Também:    Dirceu vai contestar credibilidade de Roberto Jefferson  Em Recife, Dirceu passa por operação para implantar cabelos Os 40 do mensalão   Pelo acordo, Silvinho terá que realizar trabalho voluntário por um período de três anos e ficou sujeito a uma espécie de liberdade condicional, tendo que comparecer periodicamente à Justiça e comunicar viagens com duração superior a oito dias.   Na saída, Silvinho afirmou que se sentiu muito "aliviado com o acordo". "Estou limpo e sempre estive limpo", disse.   O acordo é mais brando do que havia sido proposto pela PGR. A idéia era que Silvinho encarasse as mesmas condições por quatro anos e perdesse seus direitos políticos. A assessoria do ex-petistas apresentou uma contra-proposta permitindo a manutenção dos direitos e reduzindo o período do acordo para três anos.   Apesar do pedido, ele disse que não tem interesse em se candidatar a nenhum cargo e negou filiação ao PT.     Nesta tarde, está previsto ainda os depoimentos do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu e do sócio da Corretora Bonus Banval, Enivaldo Quadrado.   Texto atualizado às 16h30

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