Informação para você ler, ouvir, assistir, dialogar e compartilhar!
Estadão Digital
Apenas R$99,90/ano
APENAS R$99,90/ANO APROVEITE

Acordo abranda CPI sobre uso de cartão corporativo

Governo consegue incluir gestão FHC e aceita CPI mista; PSDB já não fala em investigar gastos de Lula e Marisa

Rosa Costa, de O Estado de S. Paulo,

11 de fevereiro de 2008 | 12h22

O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), fez nesta segunda-feira, 11, com o deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP),  um acordo pela desistência da CPI dos cartões corporativos apenas no Senado, como havia proposto na semana passada, e aceitou a CPI mista, cujas assinaturas estão sendo coletadas pelo deputado tucano.   Sampaio disse que ficou acertado que a CPI investigará os gastos do governo Fernando Henrique Cardoso, mas que deve deixar de lado os do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da primeira-dama, para não passar a idéia de a CPI estaria "xeretando" o chefe de Estado.   Veja também:   Cronologia da crise dos cartões corporativos   Entenda o que são os cartões corporativos do governo   Após denúncia, governo publica mudanças para cartões     "Todos os gastos (da Presidência) serão conhecidos, mas não necessariamente checado o que foi gasto ou não pelo presidente e sua família", afirmou o tucano.   Antes de fechar o acordo, governo e oposição discutiram sobre a abertura ou não do sigilo dos cartões corporativos, especialmente os da Presidência da República. Os governistas não aceitavam que os gastos que incluem despesas do presidente e da primeira-dama Marisa Letícia e de vários assessores próximos ao presidente fossem devassados.   Durante a reunião, Jucá explicou que mudou de idéia para não criar atrito entre as duas Casas. "Para não haver disputa. Não queremos brigar. Queremos trabalhar com harmonia. E como foi suprido o que eu queria, que era abranger o outro governo, para evitar a personificação, eu decidi apoiar a CPI mista", afirmou Jucá. Segundo ele, a CPI vai investigar tudo relacionado ao cartão corporativo, a partir de 1998.   Depois de se reunir com o líder do governo, Sampaio explicou que a única diferença feita no requerimento de criação da CPI mista sobre os cartões corporativos é especificar que as apurações vão abranger desde a apresentação do decreto de 1998, que criou os cartões, embora só tenham sido instituídos em 2002. Ele negou ter conversado com Jucá sobre os chamados gastos tidos pelo governo como de segurança nacional e que, portanto, não deveriam ser divulgados.   Segundo Sampaio, o assunto foi deixado de lado, por ele não concordar com a tese de segurança nacional. Ele disse que falou por telefone com o líder do Democratas, senador José Agripino, que havia anunciado que reuniria nesta semana os líderes no Senado, para chegar a um consenso sobre a CPI dos cartões .    Texto atualizado às 14h20

Tudo o que sabemos sobre:
CPI dos cartõesRomero Jucá

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.