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Ações da Universal contra jornais não ferem liberdade, diz Lula

Igreja questiona na Justiça reportagens que tratam da evolução do patrimônio do bispo Edir Macedo

Clarissa Oliveira, de O Estado de S. Paulo,

19 de fevereiro de 2008 | 19h27

Em meio à polêmica entre a Igreja Universal do Reino de Deus e os jornais Folha de S. Paulo, A Tarde, O Globo e Extra, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta terça-feira, 19, discordar que a série de ações judiciais movidas pela igreja contra os veículos de comunicação possa representar uma ameaça à liberdade de expressão. As ações questionam reportagens dos veículos que tratam do patrimônio de Edir Macedo, líder da igreja, e agressões a imagens de santos católicos por membros da Universal.   Questionado sobre o assunto durante a visita que fez ao gasoduto Cabiúnas-Vitória, na região metropolitana de Vitória (ES), Lula disse entender que a igreja apenas busca no Judiciário, um dos "pilares da democracia", uma forma de se defender ao se sentir atingida.   Veja também:   ABI vê campanha de intimidação em ações da Universal   "E acho que a liberdade de imprensa pressupõe isso. Pressupõe a imprensa escrever o que quiser, mas pressupõe também que a pessoa que se sinta atingida vá à Justiça para provar sua inocência. Não pode ter liberdade de imprensa se apenas um lado achar que está certo", afirmou o presidente. "Liberdade de imprensa pressupõe uma mistura de liberdade e responsabilidade. As pessoas escrevem o que querem depois ouvem o que não querem. Esta é a liberdade de imprensa que nós queremos", continuou.   Ao comentar especificamente o caso da Folha de S. Paulo, Lula disse que, se um dia o jornal se sentir atingido pela Igreja Universal, também poderá optar por processar judicialmente a igreja. "E assim a democracia vai se consolidando no Brasil."

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