ACM volta a ser oposição e discursa contra Humberto Costa

No primeiro discurso de oposição ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA) acusou os ministros do PT de "chantagearem" os eleitores em troca de votos para os candidatos apoiados pelo partido. "Foi a eleição mais corrupta que o Brasil já teve em todos os tempos", afirmou, citando o ministro da Saúde, Humberto Costa, como um dos mais envolvidos neste esquema. Segundo ACM, ao contrário do que afirma Costa, ele esteve, sim, na Bahia, durante a campanha eleitoral e "fez muitas promessas". O senador disse que sua afirmação poderia ser comprovada pelo vídeo que tinha em mãos, no qual o ministro aparece dizendo "quem quer uma saúde de qualidade vota fechado, vota 12, vota João Henrique para prefeito".ACM também acusou Humberto Costa de "mentir" quando afirma que foi dele a iniciativa de investigar "a máfia que habitava o Ministério da Saúde e que, alimentada pelas fraudes na aquisição de hemoderivado, crescia na sua gestão, à sua sombra". Segundo o senador, isso teria sido feito por assessores trazidos para o ministério por Costa e que "mal chegaram, deram curso à prática dos vampiros". Ele disse que ofícios trocados entre o Ministério Público Federal e o Ministério da Saúde demonstram que Costa "só tomou alguma providência, depois de interpelado pela Procuradoria da República".Vários petistas estavam em plenário, mas somente a líder do PT, Ideli Salvati (SC), defendeu o ministro. O Ministério da Saúde divulgou nota com oito itens rebatendo as acusações do senador e detalhando o que tem sido feito na pasta para combater a corrupção. No último item, o ministério afirma que Humberto Costa "considera um desserviço a discussão pós-eleitoral pretendida pelo senador Antonio Carlos Magalhães e que também rejeita o papel de bode expiatório das derrotas sofridas pelo senador na Bahia".

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