ACM suspende ataques ao governo

O senador Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA) suspendeu os ataques a seus adversários no governo e evitou comentar hoje as notícias de que o presidente Fernando Henrique Cardoso poderia demitir os dois ministros indicados por ele: o da Previdência, Waldeck Ornelas, e o de Minas e Energia, Rodolfo Tourinho. A ameaça de demissão foi divulgada pelo líder do governo no Congresso, deputado Arthur Virgílio (PSDB-AM). "Não trato desse assunto, e do Arthur Virgílio eu prefiro guardar os elogios que ele me tem feito publicamente no Congresso", disse Magalhães. O líder do governo foi um dos que discursaram elogiando o senador na última sessão da convocação extraordinária do Congresso. O senador argumentou que o descontentamento do governo foi mais por um título de jornal do que pelas declarações em si. Ele afirma que teria questionado, em entrevista, se o presidente Fernando Henrique Cardoso seria igual ao novo presidente do Senado, Jader Barbalho (PMDB-AM), sobre quem Magalhães lançou diversas críticas. "Esqueceram a interrogação", comentou o senador, explicando que o questionamento apareceu na imprensa como uma afirmação. O senador disse que se manifestará sobre estas questões somente na próxima terça-feira, em discurso no plenário do Senado. As críticas de Magalhães ao presidente já haviam sido feitas na noite de quarta-feira, após a vitória de Barbalho. O senador baiano disse, entre outras coisas, que o presidente havia sido omisso e tolerante com as irregularidades, e acusou o governo de ter liberado verbas no dia da eleição para atender parlamentares que haviam trocado de partido.

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