ACM se defende de acusação de ilegalidade

O senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA) segue insistindo em que não agiu contra o senador José Roberto Arruda (sem partido-DF) e contra a ex-diretora do Prodasen, Regina Borges - segundo ACM, ambos seriam os únicos responsáveis pela violação ilegal do painel de votação do Senado - para preservar a Casa. Acusado pelo senador Antero de Barros (PSDB-MT) de ter agido de forma ilegal ao tomar essa decisão, ACM disse apenas que ?diverge? nessa questão. Depois, mostrando um parecer jurídico, disse que não incorreu em "condescendência criminosa" ao se omitir no caso, porque o fez por ?questão de Estado?. Antonio Carlos Magalhães insistiu que também considerou o fato de que o resultado da votação que recebera do senador José Roberto Arruda poderia ser falso, repetindo, mais uma vez, que a lista lhe foi entregue em um envelope sem qualquer timbre oficial do Senado. No entanto, depois da divulgação do laudo oficial da Unicamp, no último dia 19, que constatou a violação do painel, ele optou por revelar a verdade sobre a lista, e a sua decisão de rasgá-la. Em resposta às indagações do senador Ney Suassuana (PMDB-PB), Antônio Carlos Magalhães negou que estivesse querendo "colocar a corda no pescoço de Arruda", ressaltando que o próprio ex-líder do governo já informara que apenas fizera uma consulta à ex-diretora do Prodasen, Regina Borges. Para justificar o motivo que o levou a não demitir a ex-diretora do Prodasen, quando soube da lista, o senador Antonio Carlos Magalhães disse: "Não quis demitir uma funcionária com tantos serviços prestados sem saber as causas que levaram ela a fazer isso."

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